Dicas e curiosidades da língua portuguesa

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Decoreba de regras gramaticais refreiam o aprendizado

3 semanas atrás - por:

Você já deve ter notado que algumas pessoas têm mais facilidade do que outras na hora da decoreba. Isso ocorre, aliás, em inúmeras outras especificidades: memorização de placas de carro, textos, fórmulas matemáticas, línguas, espécies de plantas, tabela periódica, dentre outros casos específicos.

Ante tal realidade, algumas pessoas ainda creem que decorar é a melhor maneira de apreender.

Antigamente, as provas seletivas – vestibular e outros concursos – eram gabaritadas por todos aqueles que acumulavam mais e mais conteúdo. Quanto maior fosse a decoreba, melhor seria o resultado. Com a passagem do tempo, todavia, ficou claro que não seria essa a alternativa para selecionar melhor os candidatos. Houve, então, uma mutação na forma de escolha dos profissionais mais bem preparados para o mercado de trabalho e surgiam, aí, as provas contextualizadas.

Com isso, passou a não ser mais suficiente apenas decorar a matéria. Fez-se necessário, desde aquela época, aplicar o conhecimento, partindo de um contexto criado pelos examinadores de todas as áreas do conhecimento. As provas são cada vez mais exaustivas, recheadas de textos. Esses textos, quando não gigantescos, aparecem em quantidades titânicas. Igualmente, o tamanho dos enunciados agigantou-se e, por vezes, atrapalha quem aprendeu somente a decorar e possui dificuldade de atenção ou de concentração.

Mas, e então, de que maneira se deve estudar? Simplesmente assim: sem decorar.

Um exemplo: qualquer indivíduo sabe que a palavra “série” leva acento agudo na letra “e”. Como isso é sabido? Ora, e muito provavelmente, porque esse é um vocábulo comum, já escrito e lido inúmeras vezes durante a vida de qualquer cidadão. Não seria mais fácil, ante tal verdade, conhecer as sete regras, entendendo-as em suas peculiaridades? Afinal, no Brasil, nós nos comunicamos com mais de 400.000 vocábulos. Não seria mais fácil, pois, dominar sete regrazinhas, a pretender o impossível: decorar milhares e milhares de vocábulos que devem levar acento? E aqueles que nós nunca vimos?

Estima-se que a pessoa mais culta do país tenha conhecimentos razoáveis acerca de 30 mil vocábulos, isto é, ela desconhece o significado e, por extensão, o correto emprego de 370 mil. No exemplo citado, antes de se acentuar o vocábulo “série”, dever-se-ia saber separar as sílabas, localizar a sílaba tônica, classificar o vocábulo como um paroxítono e analisar sua terminação, que é formada por semivogal, mais vogal. Neste momento, chegar-se-ia à regra prevista na Lei de Reforma Ortográfica, que não obriga que se acentue especificamente “série”, mas, sim, todos os vocábulos do idioma em idêntica situação.

Ao iniciarmos a vida escolar, nos é apresentada a Matemática. Com ela, iniciamos as operações básicas, as quais sempre serão ensinadas em uma sequência lógica, pois apenas serão apreendidas se forem vistas dessa maneira.

De que forma poderíamos entender a tabuada, se não soubéssemos a soma?

Sabe-se, por exemplo, que três vezes o nove resulta vinte e sete. Mas por que isso ocorre? Ora, porque, somando-se o número nove três vezes, chegar-se-á a esse total. Então, a multiplicação não passa de uma soma abreviada. De que forma seria possível, sem as quatro operações básicas, entender que existem equações por meio das quais há possibilidade de encontrar resultados para cálculos inimaginavelmente grandes?

No caso da Língua Portuguesa, para entendermos, exemplificativamente, a pontuação, precisamos, antes, conhecer toda a gramática. Afinal, esse assunto está no ponto extremo de uma enorme fila, ao longo da qual são distribuídos todos os demais conteúdos do idioma pátrio. E o resultado prático do aprendizado não sequencial do Português?

A cada três erros, na escrita, dois referem justamente à inabilidade de pontuar.

Pois bem, foi essa premissa que fez com que o professor Ironi Andrade idealizasse seu Método do Português Lógico. Sim, é essa oportunidade de aprendizagem – com entendimento, e não com simples decoreba – que o Português Lógico oferece. Ele distribui, numa sequência lógica e fácil, todos os assuntos gramaticais e se constitui numa nova e exclusiva maneira de conhecer a língua pátria.

Além disso, prova, incontestavelmente, que, sem conhecimento gramatical, é impossível falar corretamente, escrever bem e entender, sem decoreba, como aplicar, em situações concretas, o conteúdo apreendido reflexivamente. E mais: ensina até mesmo professores da matéria a ensinarem, com envolvimento total, dedicação plena e compreensão absoluta, seus alunos por meio de uma revolucionária metodologia.

Assim, deve ter ficado claríssimo o porquê de não ser nada eficiente decorar regras e, também, da necessidade de se aderir, sem perda de tempo e universalmente, à metodologia do professor Ironi Andrade. Evidentemente que haverá um regramento básico a ser fixado. Todavia, em nenhum momento esse “decorar” ficará descolado de uma enorme sequência lógica e assimilável compreensivelmente. Os aprendizes, quais criançazinhas apoiadas nas mãos de sua professora, são conduzidos, quase ludicamente, pelos caminhos da compreensão consciente, da reflexão lógica e do crescimento prazeroso, até a certeza da aplicação de seus conhecimentos em provas contextualizadas e reais.

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Por:
Equipe Prof. Ironi Andrade.
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