Professor Ironi Andrade, emocionado, inicia seu 150° curso de Oratória

Desinibição e um de seus benefícios: melhor convívio no trabalho e na família.
Na noite de segunda-feira, 11, o Professor Ironi Andrade deu início a mais uma turma no seu curso de oratória. De acordo com ele, em mais de 39 anos de magistério, esse é o 150º grupo que procura pela qualificação, principalmente para tornar melhores as relações de comunicação no trabalho. O principal benefício do curso de oratória, segundo o próprio professor, é fazer com que as pessoas tenham mais desenvoltura na hora de falar em público e descubram-se em todo o seu potencial.
O melhor convívio em família e na sociedade é outro objetivo de quem procura os cursos de oratória do professor Ironi Andrade.
A maioria das pessoas acredita que o domínio das palavras é que faz com que uma palestra seja agradável e corresponda às expectativas iniciais, mas o professor afirma que isso é um equívoco. “As palavras contribuem com apenas 7% no processo de comunicação”. A expressão – conjunto de todos os movimentos – é responsável por 38% do sucesso de um ato comunicativo. O fator que realmente importa na hora de uma palestra é a emoção, que corresponde a 55% do sucesso de qualquer fala.
Mas por que a emoção? Porque de emoção é feita a comunicação. “Aquilo que as pessoas entendem como falar com a alma, com o coração, é que toca fundo nas pessoas que nos ouvem”, explica ele. E, aí, quanto mais desinibido e tranquilo for o palestrante, mais facilidades ele terá na hora de passar sua mensagem ao público-ouvinte, que vai absorver a informação por completo. Quanto maior a carga emotiva, maior será o envolvimento público- orador.
O desbloqueio, a perda da timidez e a tranquilidade são fundamentais na hora de falar em público. As pessoas que procuram o curso de oratória atuam nas mais diversas áreas. As turmas são formadas por estudantes, representantes comerciais, políticos, professores, advogados, jornalistas, médicos, dentre outros.
O professor Ironi Andrade ficou surpreso na noite do dia 11, pois a turma que iniciou as atividades é a 150ª que passa por suas mãos. Ele chegou a revelar, em tom de brincadeira, que se havia proposto a, quando chegasse a esse número, encerrar suas atividades em oratória. Mas, em seguida, afirmou que não poderia cumprir a promessa. E arrematou: “Se me fosse dado o poder do decreto, eu assim decretaria: todo ser humano tem a obrigação de fazer um curso de oratória. E o mais cedo possível”.