Obrigado e obrigada

OBRIGADO E OBRIGADA

Há alguns dias, tivemos uma consulta interessantíssima: como utilizar as expressões “obrigado” e “obrigada” e a resposta “de nada” ou “por nada”.

A palavra obrigado é variável e concorda com a pessoa que fala. Assim, a mulher diz obrigada; o homem diz obrigado. E isso independe de quem está recebendo a mensagem.

Qual a lógica nisso? É que a expressão “obrigado”, em verdade, é o resumo da seguinte ideia: “já que tu me prestaste um favor, fizeste-me uma gentileza, foste simpático, atencioso comigo, eu me sinto obrigado a retribuir”. Logo, o homem sente-se obrigado a retribuir; a mulher, obrigada.

Quanto à resposta, se “de nada” ou “por nada”, o mais adequado é utilizar-se por nada. Observe que, quando utilizamos o obrigado, é a preposição “por” que empregamos. Exemplos: obrigado por tudo; obrigado por ter vindo. Logo, a resposta a isso deve ser: “não se sinta obrigado por nada”. Ou, simplesmente, “por nada”.