Desenvolver habilidades ou formar competências?

“A escola falha enormemente ao preocupar-se
tão somente em desenvolver habilidades,
ela precisa formar competências.”

Com o passar dos anos, amadurecendo e especializando-me mais, comecei a perceber, de certa forma, uma falha em minha atividade docente: especializar alunos em gramática, sem desenvolver-lhes a necessária competência para redigirem bem; ou, então, formar ótimos redatores, sem, contudo, prover-lhes do necessário domínio gramatical, a fim de encantarem pela escrita.

Ante essa realidade, ficava evidente uma oportunidade desperdiçada – a de unir esses extremos e, ao mesmo tempo, satisfazer uma necessidade urgente – a de unir essas habilidades, tornando meus alunos mais competentes, quer para a prova de Língua Portuguesa, quer para a resolução da questão (ou questões) discursiva, representada pela Redação.

Não bastassem esses fatos, eu percebia, ainda, um desperdício enorme de tempo: nas aulas de Português, eram frequentíssimos os questionamentos acerca dos conteúdos redacionais e, nas aulas de Redação, pipocavam, a todo instante, perguntas sobre assuntos ligados à gramática. Nos encontros quinzenais para correções, então, difícil se tornava saber quando se discutiam aspectos de uma ou de outra área.

Além disso, eu tinha consciência de que desperdiçava carga horária considerável, em cada uma das disciplinas, no trabalho interpretativo-textual, que, como se sabe, é um competência indispensável, sobretudo nos dias atuais, dado o estilo das provas mais modernas, quer para a resolução de questões objetivas, quer para a obtenção de nota boa em Redação.

Pois bem, foi reunindo essa mescla de percepções que me ocorreu “unir o útil ao agradável”: continuar formando, com otimização de tempo e economia racional de esforços, excelentes redatores e competentes candidatos para a resolução de questões objetivas em todas as áreas do conhecimento humano.

Além disso, percebo claramente, ser-me-á possível, no curso de Produção Textual e Gramática contextualizada, “matar dois coelhos com uma cajadada só”: abordar, nos espaços dedicados à Língua Portuguesa, as principais dificuldades evidenciadas por meio das redações e, igualmente, preparar ainda melhor os alunos para a prova de Português, hoje, como nunca, extremamente contextualizada.

Sem nenhuma dúvida, vejo-me diante de uma das maiores engenhosidades de meus mais de 44 anos de atividades, preparando pessoas para concursos, para a vida, para o sucesso!

Prof. Ironi Andrade